Uvas Azedas e Billie Se Resigna - Moldado Por Deus - Max Lucado

22.7.10

Uvas Azedas

 Certa vez eu conheci um homem que tratava o estudo bíblico e o culto da mesma maneira que um rude critico de filmes trata um lançamento.

"Entretenha-me! ..
Braços cruzados.
Lábios cerrados. Expectante.
“Era melhor isto ser bom”...

Com um olhar cruel e um ouvido critico
      ele sentava
         e assistia
           e ouvia.

o professor, o pastor, o diretor de musica, todos eram suas presas. E que a desgraça caia sobre o professor que não perguntou a sua opinião, sobre o pastor que passou alguns minutos, sobre o diretor de musica que escolheu canções que ele não conhecia.
 Certa vez eu conheci um homem que vinha todos os domingos para ser entretido e nao encorajado. Ele comentou que o jogo de domingo a tarde era mais interessante do que a reuniao de domingo pela manha. 
Eu nao estava Surpreso.
  
Billie Se Resigna


Numa noite de 1954, Billie Sicard se resignou da vida. Não foi feito nenhum anuncio Oficiai e não foram assinados quaisquer papeis. Mas ainda assim ela se resignou. Para todos os propositos práticos. Billie decidiu não viver mais. o seu espírito morreu em 1954; 0 seu corpo morreu em 1979.
Naquela noite de 1954, a única razão que Billie tinha para viver a deixou. Seu filho de doze anos de idade, George, morreu de um tu­mor no cérebro. A morte do pequeno George deixou Billie prisioneira de um vácuo. Ela tinha trinta e quatro anos quando George nasceu. Depois que 0 marido a deixou, 0 pequeno George tomou-se a sua vida. Quando ele morreu, a morte dele se tomou a dela.
Ela era pr6spera. Billie viveu na excIusiva "Sunset Island" (Ilha do pôr-do-sol) em Miami desde 1937. Depois da sua morte, a casa dela foi para leilão pelo pre90 de 226 mil dolares Não obstante, tudo isso era secundário para Billie. Seu filho tinha sido sua vida.
As pessoas dizem que depois que George morreu num hospital de Nova Iorque, o corpo foi trazido para a casa dela para um velório. Depois de deixar 0 corpo na casa da Sra. Sicard por um dia, 0 diretor do funeral veio para remove-Io. Ela se negou a deixa-Io levar. Por vários dias ela se lamentou por trás das portas trancadas antes de entregar o corpo.
   Ir a uma loja e gastar 100 d6lares comprando brinquedos para George não era nada para Billie. Quando o corpo dela foi encontrado em 1979, também foram encontrados os brinquedos, exatamente como o seu filho os havia deixado. Nada tinha sido empacotado; nada fora movido. Por vinte e cinco anos Billie perambulou em uma casa cheia de brinquedos, com o coração cheio de memórias. Quando a casa foi vendida apos a sua morte, o uniforme de escoteiro principiante do pequeno George ainda estava pendurado no guarda-roupa de casa­cos, que ficava no porão. Na parede havia um desenho de um trenzi­nho, feito por uma criança com lápis de cera vermelho. Ela nunca limpou esse desenho da parede. Os chinelos do mickey-mouse esta­vam no canto do quarto dele. Na garagem havia um carro Packard 1941 estacionado, um presente que ela deu para o pequeno George quando ele completara dez anos de idade.
   Quando Billie desistiu de viver, tomou-se uma reclusa social. Seu jardim se tomou uma selva. Sua casa se tomou uma fonte de hist6rias sobre fantasmas e contos sobre velhas esposas. Ela comia demais. Ela se retraiu. Ela não ligava para mais nada.

Ela se resignou.

A vida dela permanece como um quieta legado para todos nos. o homem dever ter algo maior do que a morte... Ou a morte o pega.
  


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